Arquitetura a capital internacional: por que o preparo vale mais do que o contato certo
- Aurimar J Silva

- 13 de fev.
- 1 min de leitura

Nunca houve tanto capital disponível no mundo quanto agora. Fundos internacionais, bancos, family offices e investidores estratégicos buscam oportunidades globalmente, inclusive no Brasil.
Ainda assim, a maioria das empresas que tenta acessar capital internacional encontra dificuldades, quando não falha completamente.
Ao longo da minha trajetória, ficou claro que o problema raramente está no negócio. Está na forma como ele se apresenta ao mercado global.
Capital internacional opera com padrões claros e comparáveis. Ele analisa empresas de diferentes países sob os mesmos critérios de governança, risco, previsibilidade e qualidade da informação. Isso significa que improviso, informalidade e desalinhamento interno são rapidamente percebidos como risco elevado.
Muitas empresas falham porque não falam a mesma linguagem financeira do investidor internacional. Outras apresentam projeções desconectadas da operação real ou estruturas societárias que geram insegurança jurídica e de governança. Há também aquelas que buscam capital apenas quando precisam de dinheiro, e não quando estão estrategicamente prontas.
O investidor global não tem tempo para interpretar o negócio. Se ele não entende com clareza como a empresa funciona, ele segue adiante. Não por falta de interesse, mas por excesso de opções.
Acesso a capital internacional não é sobre ter bons contatos. É sobre estar pronto para ser comparado globalmente. Quando a empresa entende isso, muda sua postura. Ela deixa de pedir capital e passa a se posicionar como ativo investível.
Empresas que se preparam corretamente negociam melhor, preservam mais valor e constroem relações de longo prazo com o capital. As que ignoram essa etapa geralmente pagam caro pela pressa.
Capital internacional respeita estrutura, não urgência.
Saudações,
Aurimar J. Silva


Comentários